O termo Consagração
quer dizer aprovação,
ou seja, outorga espiritual da
Banda que acompanha o médium, bem como da Cúpula
Espiritual da Casa onde o médium faz parte da corrente .
Quando chega a hora
a entidade chefe do médium começa a sinalizar
consistentemente que “alguma coisa” precisa ser feita. Lentamente,
vai se formando no mental do médium os caminhos que deve trilhar
para descobrir o que é essa “alguma coisa”. Através do tempo, da
consistência de trabalho, tudo começa a ficar mais claro no mental
do médium, que deve se dirigir ao seu sacerdote e dividir com ele as
suas orientações (isso quando o seu próprio guia não o faz).
Assim,
com as devidas particularidades de cada um, aconteceu com todos os
dirigentes consagrados no CECP. Todos trazem essa missão, todos
trazem a “coroa de chefia” em seus oris. Todos passaram por ritos
litúrgicos dentro do CECP. E todos eles, mesmo com suas experiências
individuais de anos de trabalho, tiveram humildade suficiente para
ver a necessidade de serem consagrados. E mesmo assim, perseveraram!
Isso é um fator determinante para ser um sacerdote da Egrégora de
Pai Pery. É aí que deve sempre nortear o caminho do médium o desejo
sincero de servir, pois na sabedoria assim se diz: “Quando o
discípulo está preparado o mestre aparece.”
Em nenhum deles houve o sacrifício de
animal e nada lhes foi cobrado financeiramente ou materialmente.
Entretanto, muito lhes foi exigido de dedicação, conhecimento,
experiência e humildade mediúnicos, coisas que para eles foi
absolutamente natural, pois traziam em seu ori e já eram de fato
sacerdotes, só faltava serem de direito.
Esta
preparação sacerdotal culminou no ato da benção com a mão sobre o
coronário do consagrado, mas iniciou muito antes, encarnações e
encarnações forjando o espírito para este momento existencial
cármico de extrema responsabilidade. Por isto, não basta querer ser,
"estar sacerdote". O espírito tem que SER verdadeiramente, vibrar em
sua natureza de dentro para fora, para que o rito externo seja uma
consolidação, um meio de ligação e assentamento no plano material de
sérios compromissos espirituais assumidos de longa data
pretérita.
Quando
os médiuns estão em sintonia com a Egrégora e fazendo juz a uma
consagração por tudo o que já foi exposto acima, eles entenderão que
muito mais que estar na Casa ou ser consagrado pela Sacerdotisa da
Casa, ele em si é a própria Casa, são uma semente Dela, uma extensão
da mesma. Sendo cada qual uma viga importante da viga mestra dessa
construção. Então, nesse contexto, na Egrégora de Pai Pery, a
vitória de um é a de todos.
E
entrar na Egrégora de Pery é atravessar um Grande Portal, onde
a senha para o mesmo é caridade, caridade, caridade. Por isso é bom
cada qual refletir ante ao que o move.
Eu
não brinco de consagrar dirigente!... Não estou aqui para agradar
encarnado! Meu compromisso é com os guias, protetores, mentores e
Orixás. ... Mas se não houver afinidade missionária, não dá
para ser. Se eu não receber ordem direta do Alto, não vai acontecer.
Aí sugiro que procure outro sacerdote para consagrá-lo, sem magoas
ou melindres. Até porque o verdadeiro futuro sacerdote não tem tempo
a perder.
Temos que respeitar a afinidade de cada criatura.
Afinal, na umbanda que praticamos um sacerdote não prescinde de ser
médium, ao contrário de outras religiões e cultos, que a consagração
sacerdotal não tem como pré-requisito a mediunidade. Assim, se o que
te move ao encontro da insígnia sacerdotal são os títulos de mago,
mestre, babalorixá, yalorixá,...; natural que deva procurar outro
terreiro mais afim com seus anseios espirituais, mesmo que não seja
na umbanda.
Minha
preocupação maior sempre será manter essa egrégora unida para ser
forte, pois não é objetivo da egrégora ter 200 terreiros filiados,
mas sim a qualidade de trabalho, que só se dá com afinidade de
propósitos de expandir a caridade, respeitando o livre-arbítrio de
cada um, as orientações dos mentores de cada um, a experiência de
cada um, tendo sempre em mente as orientações primeiras de Pai Pery,
que são: jamais haver nenhum tipo de cobrança por nada sagrado
(consultas, trabalhos, passes); jamais haver sacrifício de animais
em rituais abertos ou fechados e não haver ingestão de bebida
alcoólica por parte do médium incorporado, por fugir completamente
ao que se chama prática da caridade.
Portanto, não houve em nenhum dos casos fórmula
mágica! Plim! Agora você é um sacerdote! Houve trabalho, muito
trabalho antes disso. Eles foram médiuns de trabalho! Limparam
terreiro (faxina mesmo), deram muita consulta, cuidaram muito dos
terreiros que se desenvolveram. Nada foi de “mão beijada”, mas foi
natural em suas vidas.
Para
ser sacerdote consagrado pela egrégora do CECP é preciso amar a
Umbanda incondicionalmente, encarar a sua missão com seriedade,
alegria e humildade.
Entendendo
que não somos melhores do que ninguém, mas sim os mais necessitados
de amparo do Alto, para honrarmos a missão que nos foi confiada.
Portanto, tem antes que aprender a ser médium! E aprender a ser
médium não é só incorporar Guia, sentir vibração das energias-Orixás
e dar consulta.
Antes
tem que aprender a ser gente!
Texto
adaptado de Consagração
Sacerdotal no CECP –
autoria
de Mãe Iassan, Pai Norberto, Mãe Márcia e Mãe Luzia.http://www.caboclopery.com.br/sobre_o_sacerdocio_na_umbanda.htm
Agradecimento do T.U.V.A a
Mãe Iassan
Em 28/10/2006, recebemos,
através de Mãe Iassan A. Pery, a outorga para fundarmos e dirigirmos
um Templo de Umbanda. Responsabilidade e comprometimento realizado
no mundo astral, da qual estávamos sendo cobrados pelos nossos
Guias. E foram Eles, abnegados e abençoados enviados dos Orixás, que
nos encaminharam até o CECP em Niterói, RJ – coincidentemente local
onde renasceu a Umbanda no Brasil – para que se realizasse nossa
consagração.
Somos e seremos
eternamente agradecidos a esta valorosa Yalorixá por nos conceder
este benemérito auxílio, oportunidade de prestarmos a caridade tão
necessária ao nosso reajuste espiritual. Muito nos honra pertencer
a família
Pery!
Saudação à sua coroa,
nossa Mãe!
Oxalá a abençoe, dando-lhe
a sabedoria para tão árdua tarefa!
Sarava Sagrada
Umbanda!
Sarava aos
Orixás!