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Fazer parte da gira

Inívio da Silva Borda

Muitas pessoas têm, sistematicamente, procurado centros espíritas, principalmente de Umbanda, para solucionar problemas diversos. A convivência com os trabalhos, a presença nas sessões de consulta ou até mesmo de desenvolvimento, costumeiramente, desperta um interesse maior pela religião. A partir daí o consulente passa a viver a expectativa de, muito em breve, passar a integrar o corpo mediúnico da casa, ou, como se diz popularmente, “fazer parte da gira”. Com o passar do tempo, no entanto, muitas pessoas ficam decepcionadas pois não encontraram aquilo que procuravam e a saída do terreiro é uma questão de tempo. Deixam de lado a fé, a esperança, a credibilidade e, simplesmente, buscam novos rumos. Novos tesouros. Isso ocorre, na grande maioria das vezes, em razão da falta de orientação ao consulente por parte dos dirigentes espirituais. Via de regra é comum transformar um Centro Espírita, seja qual for a doutrina empregada ou o ritual seguido, em um balcão de atendimentos. Cartazes com promessas de solução para casamentos, amarração, problemas financeiros e de saúde são encontrados com facilidade pelas ruas da cidade. Até mesmo atendimento eletrônico, seja via telefone ou Internet, já é oferecido hoje em dia. E, com certeza, não será um atendimento gratuito. Cursos, então, tem para todos os gostos: curtos, longos, caros, baratos. E, em apenas nove meses, você pode se tornar um babalaô ou uma babá.  

OBJETIVOS DA UMBANDA Procura-se uma forma mais fácil de atrair o público para as sessões, sem, contudo, esclarecer quais são os reais objetivos da Umbanda. É certo que cada casa tem sua forma de atuar e cabe ao dirigente máximo definir suas prioridades. Mas transformar a religião em um balcão de negócios, certamente, não é o caminho mais correto. A Umbanda preconiza a evolução espiritual, a busca pelo equilíbrio interior, a prática da caridade, a renovação da fé e o crescimento da esperança. Esperança por um mundo melhor, muito mais justo, igual, sem preconceitos de raça, credo, cor, sexo ou qualquer outra diferença que possa existir entre as pessoas. Afinal, aos olhos de Zambi, nosso Deus todo poderoso, somos todos iguais. Portanto, quando receber o chamado da Umbanda, atenda-o. Mas tenha consciência de que esse chamado lhe representará uma oportunidade de reparar erros do passado, de progredir espiritualmente visando a vida futura. Contribuirá também para melhorar sua autoconfiança e valorizar a fé. Não pense que, ao assumir seu compromisso com o Astral, estará dando o primeiro passo para receber bonificações materiais – um novo emprego, um carro importado e do ano, um marido (ou esposa) rica, aquela casa dos seus sonhos. Não meu irmão, essa não é a prioridade da Umbanda. Esses benefícios materiais serão resultados do seu esforço, da sua dedicação ao trabalho e, acima de tudo, do seu merecimento.  

Na Umbanda você encontrará a Luz. Na Umbanda você encontrará a Fé, a Esperança e a Caridade. Agora, se esses não são os seus objetivos, por favor, não atenda ao chamado da Umbanda. Você ainda não está preparado.

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Conduta Moral, Espiritual e Física dos médiuns dentro da corrente astral de Umbanda.   Texto extraído do livro: “Mistérios e Praticas na Lei de Umbanda”   W.W da Matta e Silva  

1 – Manter dentro e fora da Tenda, isto é, na sua vida espiritual ou religiosa particular, conduta irrepreensível, de modo a não suscitar críticas, pois qualquer deslize neste sentido ira refletir na sua Tenda e mesmo na Umbanda, de modo geral.  

2 – Procurar instruir-se nos assuntos espirituais elevados, lendo o Evangelho do Cristo Jesus e outros livros indicados, bem como assistindo palestras nesse sentido.  

3 – Conservar sua saúde psíquica, vigiando constantemente, o aspecto moral.  

4 – Não julgar que seu protetor ou sua entidade é o mais forte, o mais sabido, muito mais “tudo” que o do seus irmão, médium também.  

5 – Não viva querendo impor seus dons mediúnicos, contando, com insistência, os feitos de seus guias ou protetores. Lembre-se de que tudo isso pode ser problemático e transitório e não esqueça de que você pode ser testado por outrem e toda essa conversa vaidosa ruir fragorosamente.  

6 – Dê paz a seu protetor no astral, deixando de falar tanto no seu nome, isto é, vibrando constantemente nele. Assim, você está se fanatizando e “aborrecendo” a entidade.  

7 – Quando for para a sua sessão, não vá aborrecido e quando chegar lá, não procure conversas fúteis. Recolha-se a seus pensamentos de paz, fé e caridade pura para com o próximo.  

8 – Lembre-se sempre de que sendo você um médium considerado “pronto” ou em desenvolvimento, é de sua conveniência tomar banhos de descargas ou propiciatório determinados por seu guia ou protetor, Seu for médium em desenvolvimento, procure saber quais os banhos e defumadores mais indicados, que poderá ser dado pela direção do terreiro.  

9 – Não use guias ou colares de qualquer natureza sem ordens comprovada de sua entidade protetora responsável direta e testadas no terreiro.  

10 – Não se preocupe em saber o nome do seu guia ou protetor antes que ele julgue necessário e por seu próprio intermédio. É de toda conveniência também para você, não tentar reproduzir, de maneira alguma, qualquer ponto riscado que tenha impressionado dessa ou daquela forma.  

11 – Não mantenha convivência com pessoas más, viciosas maledicentes, etc... Isto é importante para o equilíbrio de sua aura e dos seus próprios pensamentos. Tolerar a ignorância não é compartilhar delas...  

12 – Acostume-se a fazer todo o bem que puder, sem visar as recompensas.  

13 – Tenha ânimo forte através de qualquer prova ou sofrimento. Aprenda a esperar e confiar...  

14 – Não tema a ninguém, pois o medo é prova de que você está em débito com sua consciência.  

15 – Lembre-se sempre de que todos nós erramos, pois o erro é da condição humana e portanto ligado a dor, a sofrimentos vários e, conseqüentemente, às lições, com suas experiências... Sem dor, sofrimento, lições e experiências não há Karma, não há humanização nem polimento íntimo. O importante é que não se erre mais. Ou não cometer os mesmos erros.  

16 – Zele por sua saúde física, com uma alimentação racional e equilibrada.  

17 – Não abuse de carnes, fumo e outros excitantes, principalmente o álcool.  

18 – Nos dias de trabalhos, regule a sua alimentação e faça tudo para se encaminhar a sessão espiritual, limpo de corpo e espírito.

19 – Tenha sempre em mente que, para qualquer pessoa, especialmente o médium, os bons espíritos somente assistem com precisão, se verificarem uma boa dose de humildade ou de simplicidade no coração. A vaidade, o orgulho e o egoísmo cavam o túmulo do médium.

20 – Aprenda lentamente a orar confiando em Jesus, o Regente do planeta Terra. Cumpra as ordens ou conselhos de seu Guia ou Protetor. Ele é seu grande amigo e somente trabalha para a sua felicidade.

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A IGREJA DO CRISTO

                                                                            Ramés

 

 

Pergunta: São tantas as igrejas espalhadas pelo mundo, com nomes diferentes, cada uma apresentando um ponto particular da doutrina de Jesus, que é fácil compreender a confusão que se faz na mentalidade contemporânea. Uma vez que os homens ainda são apegados “a letra” dos Evangelhos, não se dando ao paciente estudo de seu sentido oculto, por sua ociosidade mental, poderíeis nos dar, à guisa de esclarecimentos, qual é verdadeiramente no cenário do mundo a verdadeira Igreja de Cristo?

 

Ramés: Somente as humanas criaturas em conflito com as forças que regem a matéria, uma vez que o espírito na contingência de sua reencarnação se expressa de maneira limitada, é que podem ter a presunção de estarem “sintonizadas com a verdadeira igreja de Cristo”. Desprezam outras seitas e filosofias porque não se coadunam com suas inclinações e caprichos cultivados ao longo dos tempos.

Os espíritos que estão comprometidos com a filosofia de Cristo, e que já atravessaram a primavera borbulhante do ego transitório, tão comum entre os terrícolas, já não sentem esta preocupação de rotularem-se nesta ou naquela igreja, ou de advogarem esta ou aquela doutrina. São almas emancipadas das expiações compulsórias, e por isso acariciam o desejo de realizarem unicamente o bem entre os seus semelhantes, não se lhes importando a que filosofia pertencem, pois o amor que o Cristo vos ensinou deve estar sempre acima de qualquer corpo de realidade transitória.

 Não podeis olvidar que o homem nasceu para a religião e não a religião para o homem!   Porque as religiões passam, desaparecem na curva dos tempos, como o cenário do mundo se modifica no labirinto dos milênios, porém as almas dos homens se repetem em corpos e personalidades diferentes, vivenciando de acordo com a época e absorvendo as lições sempre vivas do universo de acordo com a sua mentalidade vigente.

Disse-vos o próprio Mestre em linguagem explícita, e que religião considerada oficial tentou ocultar: “O Espírito de Deus, Vosso Pai, não está limitado a um templo de pedra ou de madeira, mas está no coração de seus filhos. De maneira que, onde estiver seu coração, aí estará o seu tesouro...”

Nos evangelhos considerados apócrifos, está registrada esta resposta de Jesus ás indagações de uma mulher, que aproveitando um dos raros momentos em que o Mestre se encontrava afastado de seus discípulos para saciar sua sede junto a um poço de água, se aproximou do Sublime Senhor para obter o esclarecimento cujas indagações lhe angustiava a alma.

Erguei portanto, a Igreja de Cristo em vossos próprios  corações, uma vez que já se encontra assentada a pedra basilar  que é o Espírito de Deus que habita convosco, segundo as palavras do próprio Mestre Jesus.

 

Pergunta: Há coerência e discernimento em vossa resposta, porém sempre há aqueles de nós que ainda se demoram no entendimento de assuntos tão complexos como a questão da religião. Vemos Kardecistas esnobando a Umbanda, como vemos umbandistas fazendo chacotas dos evangélicos, enfim uns atirando dardos nos outros a despeito de afirmarem estar abraçados a um único Deus. Sem falar dos extremistas que atiram bombas em nome de Alá, ou aqueles que não titubeiam em explodir civis em nome de Maomé. Que poderíeis nos dizer a respeito?

 

Ramés: “Homo Homini Lupus.” – O homem é o lobo do homem! Somente uma arrogância e uma presunção doentia é capaz de aceitar que Deus sendo o amor incondicional, poderá compactuar com a selvageria e a violência de irmãos contra irmãos!

Já vos dissemos alhures, que o homem nasceu para a religião e não o contrário, ou seja, o espírito que há no homem sente uma profunda inclinação para algo maior, uma ânsia espiritual, um vazio existencial que sua apoucada sabedoria não consegue explicar.

Volta-se para o espaço estrelado e mede o abismo que o separa desta força e poder invisível que o atrai irresistivelmente. Incapaz de voltar-se para dentro de si mesmo devido a sua limitada consciência espiritual, busca nas expressões defectíveis de sua personalidade transitória preencher as necessidades de sua alma atormentada.

A verdade divina se nos revela por aproximações, é uma conquista do espírito e não uma concessão extemporânea; assim como a Igreja de Cristo não se estabelece em uma posição geográfica ou um lugar comum onde todos irão pisar, uma vez que ela é a soma de todos os corações irmanados no mundo inteiro por meio da Boa Vontade mundial.

A verdade de Deus ou o conhecimento divino é o verdadeiro tesouro que as traças não corroem e nem os ladrões roubam! E só poderemos conquistá-lo através de uma vivência verdadeiramente cristã. Os homens se preocupam em acumular conhecimentos doutrinários e absorverem alfarrábios antigos, porém desprezam a prática da caridade e o exercício da Boa Vontade, único passaporte legítimo para a Igreja de Cristo.

Hipertrofiam seus cérebros de conhecimentos, mas seus corações permanecem vazios, por que não cultivaram a semente do amor através dos trabalhos que dignificam a alma .

Os homens são imitadores por natureza! Kardec veio ao mundo, e apesar da benemerência de sua obra por intermédio dos espíritos, a grande maioria se permitiu ao luxo ilusório de imitá-lo quando deveriam vivenciá-lo. Não se imita os espíritos de luz, assim como o homem comum não consegue imitar a obra de um artista genial.

Colocaram o quadro de Kardec na parede de seus templos e se limitaram a imitá-lo em vez de viverem seu exemplo no dia a dia, no que concerne ao respeito as religiões.Allan Kardec nunca estimulou as contendas inúteis, nem nunca incentivou as provocações atrabiliárias, compreensível somente no meio de espíritos atrasados. Assim como não se vê do lado de cá o espírito humilde de um preto-velho fazer piadas e conchavos a cerca do espiritismo, sempre tão respeitado entre estas portentosas Entidades que cultuam no âmago de seus corações o amor incondicional pelos seus semelhantes.

E enquanto na terra os homens cuidam de subtrairem-se em nome de suas religiões, degladiando-se na arena comum de sua ignorância, as comunidades siderais irmanadas no espaço somam esforços, unindo-se à Cristo Jesus em favor dos homens na terra!

Kardecistas ou ateus, evangélicos ou umbandistas, espiritualistas ou esotéricos, budistas ou Teosofistas, importa somente para os nossos maiorais da Vida Maior o universo interior das humanas criaturas, sua ascendência moral, sua retidão de caráter, seu bom senso e sua Boa Vontade em auxiliar seu irmão independentemente da religião que abraçou.

Não há religião superior a verdade, e não há outra verdade que o amor que o Cristo vos ensinou! Esta é a única verdade superior, sem querer parecer presunção de nossa parte.

         Disse-vos o amado Mestre: “Veritas Vos Liberabit” (conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres).  “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei, porque não há amor maior que este; o de dar a sua vida por amor de seus irmãos.

E amando-vos uns aos outros com um amor semelhante ao Meu, sereis reconhecidos como meus discípulos, amando-vos como Eu vos tenho amado...”

 

                                                               Paz.

 

Recebido por João B. G.Fernandes

Porto Alegre- RS

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 Vivendo o que canto e prego

“Não me atrevo a falar de nada, exceto daquilo que Cristo realizou por meu intermédio em palavra e em ação, a fim de levar os gentios obedecerem a Deus, pelo poder de sinais e maravilhas e por meio do poder do Espírito de Deus.” – Rm 15:18

Segundo alguns historiadores, certo dia, Francisco de Assis disse a um dos monges mais jovens: 'Vamos descer até a cidade para pregar'. O noviço ficou feliz por acompanhar Francisco de Assis. Chegando lá, eles caminharam ao longo da avenida principal. Depois, enveredaram por ruas secundárias e vielas, encaminhando-se para os subúrbios e, por fim, retornaram aos portões do monastério. Ao retornarem, o jovem relembrou Francisco de sua intenção inicial:
'O senhor se esqueceu, Irmão, que nós fomos à cidade para pregar.'

Francisco respondeu: 'Meu filho, nós pregamos. Nós estávamos pregando, enquanto caminhávamos. Fomos vistos por muitas pessoas e nosso comportamento foi observado com atenção. Foi assim que pregamos o nosso sermão matinal. Não teria nenhuma utilidade, meu filho, irmos a qualquer parte para pregar, a menos que pregássemos em todos os lugares enquanto andássemos por eles'.

Devemos viver o que pregamos ou cantamos! Pregarmos e cantarmos o que vivemos! Ensinarmos o que são verdades nas nossas vidas, experiência de vida.

“Viver o que canto, cantar o que vivo!” Então, o que fazer? Devemos tomar cuidado com o que estamos cantando e pregando, em outras palavras, o que cantamos e pregamos são verdades na nossa vida?

Se não for, estamos vivendo de maneira hipócrita e de “fachada”.Pratique o que você canta! Pratique o que prega! Seja aquilo que você fala! Como podemos, por exemplo, cantar sobre o amor se não amamos? Cantar cânticos de comunhão se temos barreiras com as pessoas? Como podemos falar de fé se não temos fé? Falar de dízimos se não somos dizimistas? Falar de perdão se não perdoamos?...etc...


“Seu dia-a dia é o seu púlpito!” Cada dia de trabalho, de convivência com as pessoas, amigos e familiares seus é uma maneira de ministrar, abençoar a outros e, viver e transmitir a vida de Cristo, se este for o seu desejo. Então, o seu dia-a-dia se torna significativo, porque alia aquilo que você diz com aquilo que você vive. A Bíblia coloca isto da seguinte forma: 'Assim, brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus' (Mt 5:16).

O desafio para nós é este: O que somos no púlpito devemos ser fora do púlpito! O que cantamos e pregamos no púlpito devemos praticar fora do púlpito! Que Deus nos capacite a vivermos aquilo que falamos e nos ajude a termos uma vida de autenticidade.
“Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus” – Fl 1:6

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                               Sapientiam autem non vincit malitia.

(A malícia nada pode contra a sabedoria)  

A crise da civilização e a crise da fé são hoje os dois pilares que sustentarão o caos aparente da crise do futuro. Chegamos a um ponto, numa determinada curva de nossa estrada em que os meios de comunicação e a mídia em geral não nos apontam uma saída nem nos brindam com uma solução capaz de oferecer as humanas criaturas, a segurança sofregamente buscada nas páginas da bíblia ou nos ícones de nossa fé, sem uma base de raciocínio lógico, sem a coerência que lhe dê sustento pelas vias do discernimento. A humanidade hoje, diante do quadro que se revela perante a crise financeira mundial, olha para o céu parecendo lembrar-se  que há um Pai no céu ( e isso ocorre sempre em momentos de crise)  ou um Cristo em seu trono observando as almas que lutam cá embaixo, perguntando-se como crianças pegas de surpresa: “Quo Vadis Domini?” - Para Onde Vais, Senhor? Para onde agora? Que faremos já que o deus dinheiro dá mostras de decrepitude? Nos espasmos em que se debate o capitalismo selvagem cuja morte já foi anunciada, onde reparar o erro com que a humanidade permissivista  pleiteou nestes anos todos? Crise de saúde, crise de dinheiro, crise de fé, crise familiar, crise existencial, crise de emprego, crise de religião, crise de segurança, crise de esperança...São tantas as crises que apoquentam a humanidade, que aos olhos de quem verdadeiramente enxerga podem ser resumidas em uma única crise: A crise de Amor! Jesus, O Divino Mestre em suas máximas sempre atuais, destacou entre tantos ensinamentos sublimes, ventilados a todos os povos; “Procure o reino de Deus e Sua Justiça, e tudo vos será acrescentado”. Mas o homem, sempre invertendo ou deturpando o sentido verdadeiro das ilações sagradas do verbo vivo de Jesus, precipitou-se no abismo do egoísmo e ergueu seu império de barro, explorando sociedades, reinos e nações sob o vergasto do capitalismo consumista que só enxerga o ser humano como “cliente” em potencial, nunca como irmão de coexistência. O “amai ao próximo como a si mesmo”, e o “fazei ao próximo aquilo que quereis que  façam a vós mesmos” que foram relegados a um conto de fadas, são máximas que não se casam com a filosofia do “ut dês” (dou para que me dês) e não encontra eco no coração e na mentalidade daqueles que elegeram o materialismo como plataforma de existência. Agora que o capitalismo agoniza no crepúsculo de seus equívocos matemáticos, leva de roldão, na esteira de seu orgulho e avareza, os néscios que estúpidamente patrocinavam a orgia do cérbero senhor cifrão, acostumado a devorar as políticas de assistência social e apoio de  produtividade das classes e nações menos favorecidas economicamente. Pela lei inexorável do capitalismo, deve-se consumir tudo, até mesmo a esperança de um povo sofrido pelas estratégias financeiras dos bancos e sua fome de dinheiro. Mas os Poderes Invisíveis do Universo, o Governo Oculto do Mundo, os Olhos Invisíveis dos Anjos Tutelares estão sempre em prontidão, e sempre intercedem na vida dos homens quando os ”tempos são chegados”, quando uma Nova Ordem deve ser anunciada.  A primeira nota musical que soa aos ouvidos daqueles que verdadeiramente ouvem, é uma crise que se estabelece, forçando o comboio humano a rever suas ações e seus valores. Sodoma, Gomorra, Herculanum, Pompéia, Lemúria e Atlântida, enterradas hoje sob os escombros e ruínas de suas fantásticas necrópoles, despertam de seus sonhos fantasmais para serem as testemunhas silenciosas deste poderoso movimento cíclico que se levanta mais uma vez para fazer cair por terra a ganância, o egoísmo, a depravação, a arrogância de uma civilização que buscou firmar-se sob a égide da exploração humana. O egoísmo é hoje o principal foco em que se alimentam os vermes vorazes do capitalismo, que já se tornou um câncer social no organismo coletivo das nações, e por isso deve ser extirpado. E sempre quando a corrupção, o amor ao dinheiro, a depravação, os delírios do materialismo cega as almas estagiárias em determinado período de seu despertamento e evolução, desequilibrando o sistema imunológico do organismo terrestre; quando a prepotência e a presunção dos homens se alastra e se agiganta, dores e provações vem sacudir as hierarquias que se constituíram por meios escusos a fim privilegiar-se mutuamente, esquecendo e desprezando os mais humildes e os mais frágeis; dores e provações vem sacudir os homens e suas sociedades para restaurar o equilíbrio que se perturbou desavisadamente. Mas assim como o Governo Oculto do Mundo, os Veladores Silenciosos, não perdem de vista um átomo de vossas experiências; assim como ELES enviam ao mundo as provas necessárias a maturidade de cada povo e nação, também enviam através das portas da reencarnação aquelas almas eleitas cuja missão é alavancar para novas diretrizes e novos horizontes do conhecimento a ciência e a política existencial dos homens. Assim como a borrasca passa depois de um ensurdecedor temporal, revelando um céu aparentemente mais azul e uma atmosfera mais respirável, também estas crises e provações depois que passarem, oferecerão aos homens, aos que merecem e que perseveram no bem, uma atmosfera mais saudável no campo das lutas humanas. Por tanto, não desespereis! Confiai sempre que o mundo e a vida, aparentemente mergulhando num caos financeiro promovido pela ganância de homens sem escrúpulos, tem por piloto o Cristo Jesus e seus Prepostos. Permanecem no leme desta nau terrestre o Senhor dos senhores, o Grande Senhor do Amor e da Compaixão que jamais nos esquece e que sempre estará conosco até o fim dos tempos. Ramés   Kaáyarê – Discípulo de Thashamara.

Ordem de Umbanda Cruzeiro do Sul – Raiz de Guiné 

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O MEL DAS APARÊNCIAS

 

Como saboreamos gulosamente o mel das aparências, como nos deixamos cair nas malhas das ilusões do mundo, como somos sujeitos às tentações!... Carregamos conosco as conseqüências de todos os nossos atos do passado e, ainda incapazes de olhar para dentro de nós para sentirmos a causa que provoca efeitos tão desastrosos, persistimos em caminhar às cegas, tropeçando, caindo e levando outros a tombar, empurrados por nossa ignorância. Até quando permaneceremos cegos, surdos e incapazes de encontrar o nosso verdadeiro ser? Até quando caminharemos às palpadelas, enveredando por caminho ínvios, penetrando em encruzilhadas tentadoras, atrás do mais fácil e apetecível? O mundo da matéria ainda é o único que nos interessa. Apelamos para Deus nas horas em que nos sentimos perdidos; tão logo porém encontramos a solução para o que nos aflige, esquecemos de seguir o caminho que nos foi apontado e que nos levaria à realização do objetivo a que todos somos destinados. É então que sofrendo e chorando entregamo-nos às vezes a um estado de indiferença e, assim, a angústia se apossa de nós e nos tornamos escravos de sentimentos destruidores que aos poucos nos levam ao desespero. Sabemos que Deus vive em nós; que é luz, sabedoria e amor; que seu reinado é de paz e alegria; que somos herdeiros do seu reino, partículas dessa divindade, portanto, donos da felicidade; mas não conseguimos extrair esse potencial das nossas minas internas, para acrescer nossa vida de novos e permanentes valores. Vivemos nos debatendo num mar de agonias, porque queremos o que é do mundo da matéria como uma finalidade, e esse mundo é exigente e quem a ele se escraviza torna-se corruptível, insaciável, vulnerável e infeliz, porque na Terra tudo é ilusório, tudo é fantasia... Quando Jesus afirmou: "Meu reino não é deste mundo", advertiu-nos de que o reino do mundo é tentador e quem a ele se submete transforma-se num fantoche sem vontade própria. "Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça. O resto virá por acréscimo." Buscar o reino de Deus é lutar para libertar-se do reino do mundo, onde temos raízes profundas. As dificuldades de soltar esses tentáculos tornam-se quase insuperáveis, tal a sua profundidade no solo da nossa ignorância. Se vivemos até agora acorrentados e descobrimos que temos sido joguetes de forças cegas, por que não lutarmos com todas as energias para nos libertarmos, sairmos das entranhas da terra e virmos à superfície, renovados, respirando livremente, e banhar-nos na luz da sabedoria divina, e assim podermos desfrutar da paz com que há tantos milênios sonhamos? Atentos, aceitemos a adversidade como o "agora" de nossa transformação espiritual, o novo rumo com Jesus. Arregimentemos nossas forças, alimentemos nossa vontade, avivemos a chama da fé e caminhemos em direção à esperança. Será nossa ressurreição. Que o mel das aparências não mais tenha poder de nos seduzir. Que a luz do Cristo ilumine nossa trajetória e possamos voltar serenos e confiantes, como o filho pródigo.

Que assim seja

Fonte: "A verdade e a vida" - Cenyra Pinto

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Hipóteses sobre a ação orgânica e psicológica do ectoplasma

 

JÁDER SAMPAIO

Uma  análise do livro Um ‘Fluido Vital’ Chamado Ectoplasma, de Matthieu Tubino, editado por Publicações Lachâtre

 

Matthieu Tubino é um professor da Unicamp, com sólida formação em Química, que escreveu um pequeno livro contendo suas observações pessoais em uma reunião de tratamento em Centro Espírita , das quais se formulou um conjunto de hipóteses sobre a ação do ectoplasma em organismos humanos.

“Segundo o resultado desses dois estudos, trata-se de substância albuminóide unida a um corpo gorduroso e com células análogas às que se encontram no corpo humano. Particularmente, notável é o grande número de leucócitos; as expectorações, por exemplo, não contêm jamais tanto. Esta matéria lembra fortemente o líquido linfático e o quilo do corpo humano, sem, contudo, ser-lhes idêntica”. (SCHRENK-NOTZING apud ANDRADE, 1984, p. 169.)

Baseando-se nos relatos de sensações dos pacientes e nas observações do comportamento do ectoplasma visível, o autor defende a existência de algumas propriedades gerais desta substância, que seriam:

a) A semelhança aos gases, como, por exemplo, a possibilidade de ser percebido no organismo das pessoas como algo volumoso, que provocaria inchaço (até ser expelido diretamente ou associado a secreções e gases do organismo, como a coriza, a flatulência, as eructações e as lágrimas, por exemplo);

b) Na sua apresentação invisível, o ectoplasma seria capaz de provocar sensações e percepções fisiopsicológicas, tais como náuseas, calores, dores, desconfortos semelhantes aos provocados por ulcerações, sensação de falta de ar e de excreção de líquidos (sem que as pessoas ao redor possam ver qualquer substância);

c) O ectoplasma estaria associado à ocorrência de fenômenos físicos (movimentos espontâneos de objetos, formação de corpos ou parte de corpos, quando em sua forma visível) descritos na literatura espírita, metapsíquica e parapsicológica;

d) Ele estaria sujeito à ação da força da gravidade, após ser expelido pelo organismo, nas suas duas apresentações (visível e invisível).

Segundo Tubino, o ectoplasma se acumula no organismo e isso pode desenvolver doenças

Esta última propriedade, no estado invisível, é depreendida das sensações e percepções de pacientes e de passistas (o autor evita este termo em seu livro).

Tubino reafirma a idéia de que esta substância seria produzida pelo organismo, proposta pela literatura, e adiciona a possibilidade de estar associada à alimentação e à ingestão de amido, com base no relato de pessoas atendidas em seu trabalho.

Uma proposição original do autor, com diversas implicações, é a de que o ectoplasma se acumularia no organismo e que este acúmulo poderia até promover o desenvolvimento de doenças.

A lista de doenças é muito ampla, e envolve os diversos sistemas orgânicos. O autor apresenta o relato de melhoras em pacientes submetidos ao procedimento de retirada de ectoplasma acumulado, mas, como se trata de pesquisa baseada em observação, não apresenta o resultado de comparações entre o grupo experimental e o de controle, o que dificulta a discussão do chamado efeito placebo e da formação psicológica dos sintomas.

Haveria também uma dimensão psicológica do acúmulo de ectoplasma no organismo, e este é um dos temas mais polêmicos do livro. Ao abordar o tema, Tubino destaca dois grupos de sintomas psicológicos: labilidade do humor (e cita casos de pacientes depressivos) e tendências paranóicas (que ele descreve como vitimização, melindres etc.). (1)

O autor faz uma incursão na psicanálise e revê alguns casos de pacientes de Freud, que, em sua opinião, apresentariam mal-estares semelhantes aos das pessoas diagnosticadas como portadoras de acúmulo de ectoplasma.

Encontrando a palavra streichen no texto freudiano, ele afirma que Freud aplicou passes para aliviar a dor de Emmy Von R. Tubino parece desconhecer que esta paciente pertence à pré-história da Psicanálise, período no qual Freud aceitava a teoria do trauma, tratava através da hipnose e da catarse e estava influenciado pela teoria da sugestão de Bernheim. Com a mesma paciente, Freud utilizou outros recursos de base sugestiva para fazer desaparecer os sintomas, como se lê abaixo:

“Minha terapia consiste em eliminar esses quadros (2), de modo que ela não possa mais vê-los diante de si. Para reforçar minha sugestão, passei suavemente a mão por seus olhos várias vezes”. (FREUD, Obras Completas, Vol. XXII, caso 2.)

Podem os transtornos mentais ser explicados e tratados exclusivamente pela ação do ectoplasma?

O caso em pauta é importante, porque a paciente não melhora substancialmente. A terapia hipnótica sugestiva possibilita a supressão de alguns sintomas, mas Emmy desenvolve posteriormente outros equivalentes, apresentando recaídas ao longo da vida. Freud entende que seus sintomas têm origem psicológica.

A psicogênese dos sintomas não é desenvolvida satisfatoriamente no livro. Como leitor, fico em dúvida quanto ao alcance das afirmações de Tubino. Os transtornos mentais podem ser explicados e tratados exclusivamente pela ação do ectoplasma sobre o organismo? Sintomas típicos de transtornos mentais são apenas acúmulo de ectoplasma no organismo? As histéricas de Freud não seriam neuróticas, mas pessoas que acumulam ectoplasma?

Matthieu Tubino defende que “a solução do problema do acúmulo de ectoplasma está na falta de ‘equilíbrio interno’ de cada um” (p. 45) e entende que o sistema de tratamento focalizado no ectoplasma apenas as auxiliaria a sentirem-se melhor enquanto procuram sua própria mudança.

Subentende-se que a mudança é uma mudança de atitudes da pessoa com base na ética espírita e cristã.

Segue o livro e o autor volta a perguntar-se sobre a constituição do ectoplasma. Após um raciocínio breve, conclui que não se pode concluir que se trata de algum gás conhecido, mas “algo diferente e, de certo modo, ligado ao sistema nervoso”, porque se pode sentir quando alguém o toca. Contudo, o autor não explica como ele distinguiu esta sensação de uma sugestão psicológica.

Outra proposta ousada é a da origem do ectoplasma nos alimentos, ar e água ingeridos. Tubino defende a existência de um metabolismo paralelo, e apresenta como evidência desta associação a presença de cheiros durante a liberação de ectoplasma, como o cheiro “semelhante ao de um cinzeiro com cigarros apagados” no ambiente em que fumantes são atendidos. Se tivéssemos fumantes, com abstenção ou redução de uso de cigarro e não ocorresse a liberação de ectoplasma, apenas a presença em um outro ambiente, será que este cheiro também não estaria presente?

O autor descreve a seguir as técnicas e cuidados empregados por sua equipe no trabalho de liberação de ectoplasma. Preparo dos pacientes, cuidados com o ambiente, técnicas de manuseio do ectoplasma, ação em situações em que ocorre mal-estar, entre outros temas, são tratados com objetividade.

A teoria dos diversos “corpos” auxiliaria a compreensão da

origem mental das doenças

Por fim, o autor afirma que algumas pessoas aprendem a ter controle sobre o seu ectoplasma. Ele cita alguns relatos de pacientes que alegam a melhora de doenças psicossomáticas após o tratamento, mas não se aprofunda na duração do seu bem-estar, dizendo apenas que esta depende da já citada mudança de atitudes, como o abandono do orgulho, da vaidade, da cobiça, da inveja, do rancor e da mágoa, entre outras atitudes condenadas pelo pensamento cristão.

O leitor irá ler a explicação de alguns casos de crianças que foram submetidas ao tratamento e uma discussão sobre a relação entre o duplo etérico e o ectoplasma. O autor defende a idéia de que a teoria dos diversos “corpos” auxilia a compreensão da origem mental das doenças e do funcionamento dos remédios homeopáticos.

Dois temas ainda compõem o trabalho em resenha. A ectoplasmia visível, utilizada pelos Espíritos, e um detalhamento da técnica de tatear o ectoplasma, para fins de diagnóstico. O autor é honesto em afirmar desconhecer o processo através do qual o ectoplasma visível se tornaria invisível e vice-versa. Faz apenas algumas metáforas com substâncias conhecidas que mudam de estado.

Ao concluir a leitura, e com as reflexões da resenha, ficam mais claras as minhas dúvidas e a contribuição do livro.

Tubino propõe idéias que possibilitam algum avanço na prática de passes realizados nos centros espíritas, se devidamente confirmadas. Admiro-lhe a coragem e a honestidade intelectuais, porque no texto se percebe que ele também tem dúvidas, mas não se furtou de sistematizar e expor suas observações e a evolução de sua prática, o que nos possibilita criticar, mas, mais importante, desenvolver uma agenda de pesquisas que permita testar as idéias propostas. 

Notas:

(1) Labilidade, em Psicologia, significa instabilidade emocional: tendência a demonstrar, alternadamente, estados de alegria e tristeza.  

(2) Nesta situação, a paciente sofria com a recordação de seus irmãos jogando animais mortos nela, o irmão enrolado em um lençol e a visão do corpo da tia no dia do enterro. Estas cenas surgiram em estado hipnótico.

Fontes bibliográficas:

ANDRADE, Hernani G. Espírito, perispírito e alma: ensaio sobre o modelo organizador biológico. São Paulo: Pensamento, 1984.

FREUD, Sigmund. Caso 2, Sra. Emmy Von R. da Livônia. In: Edição Eletrônica Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Imago, s.d.

 

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CRIANÇAS INDIGO

 

Trata-se de uma terminologia não-espírita, referente às crianças que, nas últimas décadas, tem nascido dotadas de maior percepção, maior inteligência, maior sensibilidade psíquica.

Há quem se refira a estas crianças, em alguns grupos espíritas, como crianças do terceiro milênio, ou outras expressões.

Sabemos que há um projeto, da dimensão extrafísica superior, para que a Terra seja promovida à morada de espíritos mais evoluídos, deixando a classificação de "planeta de provas e expiações " para se tornar um "planeta de regeneração". Apesar de ser um rótulo antigo e uma terminologia do século XIX retrata um plano da espiritualidade superior que tem dois aspectos distintos e complementares:

1- Transferir do nosso astro, neste novo milênio – em 1000 anos – os habitantes que se comprazem no "mal ", para outro astro menos evoluído.

2 - Este projeto também apresenta um outro lado da moeda, ou seja, a reencarnação de espíritos mais lúcidos, inteligentes e amorosos que são as ditas crianças do terceiro milénio. São, portanto, espíritos mais experientes, logo mais irrequietos e questionadores porém com maior bagagem nos porões de seu inconsciente. 

No entanto, convém lembrar que sejamos mais evoluídos, ou não, ao reencarnarmos necessitamos que alguém nos ensine, novamente, os rudimentos do relacionamento social, do comportamento ético, e até como nos comportarmos frente a higiene.

Digo isto porque há quem trate estas crianças de modo diferente o que é um grave erro. Ao renascermos estamos nos expressando por um corpo biológico e um cérebro com limitações da faixa etária e como tal devemos, enquanto crianças, ser submetidos a disciplina, embora sempre temperada com muito carinho. Crianças Índigo, ou não, serão adolescentes, que podem perder a tonalidade de sua coloração psíquica passando a ser de outros matizes menos éticos, pois, há até espíritos que planejados como missionários desviam-se do caminho e tornam-se elementos não úteis a sociedade planetária. Acrescente-se, igualmente, a indicação de que se oportunize a estas crianças ÍNDIGO crescente acesso as fontes de conhecimento, mas sobretudo de espiritualidade não revestida de rótulo religioso.

Dr. Ricardo di Bernardi

 

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ENTRAVES FELIZES

 

Não enfatizes, em demasia, os obstáculos humanos, porque, em muitos lances da existência, os entraves do caminho se revestem de natureza providencial.

A festa que perdeste foi o meio de que se valeram os benfeitores espirituais para evitar-te o encontro com alguém, cuja influência apenas te envolveria em complicações.

A herança a que tinhas direito e que, por várias circunstâncias, não pudeste receber, terá sido um peso fatídico retirado de teus ombros.

O encontro marcado que não se efetuou decerto te liberou aborrecimentos e prejuízos.

O companheiro que se afastou, conquanto te lastimes, foi o estímulo para que te desvencilhasses de ruinosa dependência.

O órgão doente que, porventura, ainda carregues, é a peça de controle, a fim de que não te percas da ponderação e do equilíbrio.

Em todos os episódios que te pareçam contrários, guarda serenidade e paciência, porquanto dia virá no qual reconhecerás que todos os obstáculos que te impediram o acesso ao que mais desejavas e não tiveste, foram bênçãos de Deus para que hoje usufruas as vantagens que tens.

 

(De "Jóia", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

 

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EQUILÍBRIO

 

Tu te revoltas e a tua revolta provoca em ti danos físicos e espirituais.

 

Tu te magoas com a palavra mais viva, e a mágoa é o início de um processo que, se não detido a tempo, evoluirá para o rancor, a ira, e assim prosseguirás até seres atingido pela obsessão cruel.

 

Tu te angustias pela insegurança da tua sobrevivência na batalha profissional e a tua angústia levar-te-á ao desequilíbrio entre os teus pares.

 

Desanimas em frente aos múltiplos obstáculos que surgem, dificultando-te os nobres propósitos; o desânimo, entretanto, emitirá fluido denso a contaminar aqueles que, imbuídos de boa vontade, ser-te-iam valorosos auxiliares.

 

Tu te entristeces observando apenas as nuvens negras da desilusão e a tristeza é o fel do alimento que ingeres.

 

Tu te afliges dilatando através da ótica do desespero os teus problemas, mas a aflição tornar-se-ia menor se observasses a dor alheia.

 

Escutas as vozes maliciosas, os comentários apressados e te deixas envolver pela vibração alterada de espíritos levianos. Esqueces a serenidade do Evangelho que te concita à oração e ao silêncio.

 

Opõe a estes sentimentos negativos o medicamento do otimismo, da alegria, da conformação, da serenidade, do bom senso, do perdão e da caridade e verás resolvidas a maior parte das tuas aflições.

 

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O MÉDIUM PODE FUMAR? BEBER?

 

De maneira geral, pode-se afirmar que os Espíritos similares se atraem, e que raramente os Espíritos das plêiades elevadas se comunicam por maus condutores, quando podem dispor de bons aparelhos mediúnicos, de bons médiuns, numa palavra".

O Livro dos Médiuns - Allan Kardec (Cap. XX, questão 230). Fumar ou beber não constituem necessidades básicas para o homem. Antes, são fatores de decadência orgânica e moral, quando o excesso passa a dominar o que era moderação. O homem que sente a necessidade de um vício, quando este lhe subtrai cotas de fluidos vitais a troco de uma calma ilusória ou euforia efêmera, ainda precisa educar-se emocionalmente para superar as frustrações ou enfrentar situações rotineiras, sem imaginar a fuga como solução. Diz-se que o mal está no excesso. Mas o excesso é relativo a cada indivíduo. Para alguns, uma simples dose é excessiva. Para outros uma garrafa é suportável. O que toma uma dose para almoçar, repete o gesto sete vezes por semana, trezentos e sessenta e cinco dias por ano. Estará tal quantidade alcoólica compatível com os padrões orgânicos? E quando a droga causa dependência? E quando deixa no indivíduo fluidos que podem ser transferidos a outrem? E quando submete certos órgãos a uma sobrecarga de trabalho? E quando alimenta a morbidez, a violência?

Atrás da afirmativa de que o mal está no excesso, falso atenuante para amenizar a acusação da consciência, esconde-se extenso rol de argumentos que a desmentem na maioria das ocasiões. Explico pelo enfoque mediúnico, cuja abordagem nos lembra, de imediato, as companhias espirituais que atraímos e cultivamos pelos pensamentos e ações. Falo do passista, que poderá inverter o processo curativo, quando, pelo uso do livre-arbítrio, houver tomado uma única dose no dia do seu trabalho espírita. Comento pelo trabalhador da mediunidade, a exigir dos técnicos espirituais extensos labores para higienizá-lo, e pelo tratamento inadequado ao enfermo carente de fluidos vitais assepsiados, quando os recebe mesclados de substâncias tóxicas. Interpreto pelo doutrinador, desarmado ante a ofensiva do obsessor ao lembrá-lo de sua impotência diante do vício. Critico pela falta de bom senso, quando, conhecendo o suicídio involuntário, tais usuários de venenos a conta-gotas nada fazem para afastá-los dos roteiros cármicos a que se vinculam.

Se alguns consideram "chique" tomar uma bebida ou fazer-se de chaminés ambulantes, é um direito a que podem recorrer. Todavia, como atrelado a cada direito existe um dever, é útil lembrar o dever da conservação do corpo, que se desgasta a cada gole ou baforada. O problema é, pois, de conscientização. Sendo a sala mediúnica local de terapia intensiva, aquele que não se encontra em condições de nela operar que se abstenha de contaminá-la. Nesse caso, não atrapalhar já é ajudar. E, se alguém entrar no recinto eivado de fluidos densos provindos do vício social do tabagismo, do alcoolismo e do pensar desregrado, que se prepare para enfrentar pesados débitos contabilizados em seu nome, nublando-lhe o futuro, a prenunciar temporais com acidentes.

 

Cuide-se o desatento! O tempo, que tece a vida, não costuma esquecer os infiéis, nem ser ingrato aos que lhe honraram com fidelidade.

   

(Do Livro "Mediunidade - Tire Suas Dúvidas" - Luiz Gonzaga Pinheiro).

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Leis Imutáveis

 

Acostumado que estava a tudo resolver com dinheiro, um dia Raul se viu às tontas com um processo judicial, acusado de assédio sexual e estupro por sua ex secretária. Contratou o melhor advogado da cidade que cobrava o preço de um boi, por um bife apenas, mas como, para ele dinheiro não era problema...

 

A moça que sempre fora humilhada pelo patrão e demitida sem culpa, acusada de roubo, para poder justificar falcatruas do mesmo, revoltou-se e resolveu achar provas falsas para se vingar.

 

Chegado o dia do julgamento, Raul foi condenado, pois as provas foram bem elaboradas e convincentes. Embora pudesse recorrer da sentença, ele enlouqueceu e aconselhado por um amigo, foi ter num Templo de Umbanda, onde buscaria, através de macumba, a solução do problema e mais, queria mesmo acabar com a vida daquela moça que ousara desafia-lo.

 

Em frente ao Caboclo, ele desfilou seu rosário e até fez verter algumas falsas lágrimas:

 

-Preciso de um trabalho forte, pois sou inocente. Nunca encostei um dedo naquela moça, até porque ela é feia demais para os meus padrões. Estou sendo injustiçado.

 

O Caboclo de Ogum que o atendia, vendo através da cor de sua aura a inferioridade espiritual daquela criatura, bem como as companhias que o assessoravam no lado energético, perguntou:

 

-Se o senhor se acha injustiçado, por acaso saberia me dizer se na sua vida diária, age com justiça?

 

-Lógico. Eu sou um homem de bem - Falou isso, mas estremeceu diante da pergunta

 

-E acaso, sua consciência não tem nada a lhe acusar, não nesse caso do qual é inocente mesmo, mas nos outros tantos que ao longo de sua vida vem desenrolando sempre do jeito mais fácil? – voltou a inquirir o caboclo. E continuou:

 

-Filho de Deus, a justiça dos homens pode ser falha, mas existem leis que agem no Universo e pode tardar, mas sempre conduzirão os homens à retidão. Não se planta ventos sem colher tempestades. Reveja seus atos e entenda porque alguém usou a mesma espada de que foi ferida, para lhe ferir. Ela não está agindo corretamente, mas como os semelhantes se atraem, as leis imutáveis usaram de sua falta de caráter, para atingi-lo e isso está sendo usado para que possa acordar enquanto é tempo e mudar o rumo de suas atitudes.

 

-Como o senhor pode me acusar se não me conhece? Sabia que posso abrir um processo por difamação...

 

-Sei. Tanto sei que estou lhe falando de leis. Sabe filho, quem está aqui lhe aconselhando através deste médium, que é pessoa humilde e semi-analfabeto, é um espírito que errou muito quando encarnado. Errou tanto que precisou da força da lei para lhe frear. Embora letrado nas leis, era injusto, ladrão, medíocre, desrespeitava as leis e a sociedade.A dor veio várias vezes como aviso até que uma condenação por algo injusto me fez terminar os dias num cárcere. Desencarnado, ainda a lei me levou a refletir e passei por maus momentos, até que acordei.

 

E revi tudo que havia aprendido e mal usado. Fui para as escolas de reaprendizagem no mundo astral e me comprometi em trabalhar de forma humilde, junto aos humildes e nesta egrégora de Ogum, onde a Lei é a tônica.

 

Aqui do outro lado da matéria, exercemos a lei de forma justa e imutável pois não temos mais a matéria para acobertar nossos atos.Por isso filho de Deus, acorda enquanto é tempo e não desafia mais a lei.

 

-Vim aqui para resolver meu caso e não para escutar conselhos idiotas, pois estes eu tive na faculdade daqueles professores medíocres e pobres. Fica aí com suas diretrizes que eu vou é procurar quem me ajude de verdade, pois tenho muito dinheiro para pagar por isso.

 

  -Vai filho,procura seu caminho, mas não esqueça que a liberdade exige de nós,  responsabilidade. As leis de Deus são justas e ignoram o poder monetário dos homens.

 

Saiu dali, procurou e achou quem lhe fizesse a macumba. Alguém que como ele, estava tão endividado com a Lei Universal, que o atraiu por magnetismo. Coisa que de nada mais adiantou, pois ele já estava emaranhado nas malhas da Lei. Foi condenado em última instância e teve bom tempo para refletir dentro do cárcere, no quanto foi fácil ganhar dinheiro injusto e na rapidez com o perdeu tentando se defender.

 

 O conselho dos guias é dado, mas não existe insistência. O aprendizado sempre se dará por vontade própria. Como bem falou Jesus: -“Não se jogam pérolas aos porcos!”

 

 Inspirado por um Caboclo de Ogum.

 

 

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