FORA DA CARIDADE NÃO HÁ
SALVAÇÃO
Estes princípios, para mim, não existem apenas em teoria,
pois que os po-nho em
prática; faço tanto bem quanto o permite a minha posição; presto
serviços
quando posso; os pobres nunca foram
repelidos de minha porta ou tratados com dureza; foram recebidos
sempre, a qualquer hora, com a mesma benevolência; jamais me queixei dos passos que hei
dado para fazer um benefício; pais de famí-lia têm saído da prisão, graças aos
meus esforços. Certamente, não me cabe
inventariar o bem que já pude fazer;
mas, do momento em que parecem esquecer tudo, é-me lícito, creio,
trazer à lembrança que a minha consciência me diz que nunca fiz mal
a ninguém, que hei praticado todo o bem que esteve ao meu alcance, e
isto, repito-o, sem me preocupar com a opinião de quem quer que
seja.
A esse respeito, trago tranqüila a consciência; e a
ingratidão com que me hajam pago em mais de uma ocasião não
constituirá motivo para que eu deixe de praticá-lo. A ingratidão é
uma das imperfeições da Humanidade e, como nenhum de nós está isento
de censuras, é preciso desculpar os outros, para que nos desculpem a
nós, de sorte a podermos dizer como Jesus Cristo: "atire a primeira
pedra aquele que estiver sem pecado." Continuarei, pois, a fazer
todo o bem que me seja possível, mesmo aos meus inimigos, porquanto
o ódio não me cega. Sempre lhes estenderei as mãos, para tirá-los de
um precipício, se
oferecer oportunidade. Eis como entendo a caridade cristã.
Compreendo uma religião que nos prescreve retribuamos o mal
com o bem e, com mais forte razão, que retribuamos o bem com o bem.
Nunca, entretanto, compreenderia a que nos prescrevesse que paguemos
o mal com o mal.
(Pensamentos íntimos de Allan Kardec,
em documento encontrado entre os seus papéis)
(De: "Obras
Póstumas" - Allan Kardec)

UMBANDA E
UMBANDA
É
impressionante como surgiram entre os umbandistas tantas pessoas que
conseguiram torcer as palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas! !!
Fico triste quando vejo espalhados pelo Brasil os mesmos vendilhões
da época de Jesus. Fico triste ainda quando vejo tentativas humanas
para anularem o papel missionário que Jesus exerceu na Terra. "Jesus
foi apenas um revolucionário", dizem esses. "Jesus não falava do
mundo espiritual, era material mesmo", afirmam
outros.
Independente do que fazem em torno do nome de Jesus,
fico triste e decepcionado com o desrespeito ao Caboclo das Sete
Encruzilhadas e suas palavras de ordem para a Umbanda. Oras, foi
esse Caboclo, valente e humilde, quem determinou as bases da
Umbanda! Foi Ele quem disse: "NÃO HAVERÁ COBRANÇAS PELA CARIDADE"!
Na Umbanda os Espíritos irão baixar nos terreiros para a prática da
caridade pura e desprovida de interesses (monetários ou
não).
Porém, exatamente como ele previu quando disse que o
"vil metal" (dinheiro, para quem não sabe) iria macular a Umbanda,
manchar sua bandeira de caridade, rasgar o testamento dos Caboclos e
Pretos Velhos e queimar o Amor entre os irmãos, está acontecendo de
forma escancarada e NINGUÉM faz nada para impedir
isso!
Estão comercializando os dons divinos, NÃO HUMANOS,
como se fossem propriedade particular!
Vende-se as palavras de um Preto Velho, como se fossem
tirinhas de um jornal! Cobra-se hoje para socorrer os
desesperançados e os que nada têm para dar! Em nome de uma suposta
entrega abnegada ao "serviço espiritual", estipulam preços e valores
por um trabalho que nem os próprios "trabalhadores" dão garantia.
Quando o dão, não deixam nada assinado para posterior cobrança
judicial! Já que é espiritual, não se pode assinar papéis de
garantia de devolução do dinheiro cobrado, não é
mesmo?
Ora, se realizam cobranças e recebem DINHEIRO por
serviços prestados em nome de Deus, então por quê não dão recibos e
notas fiscais? Por quê não recolhem os impostos como todo bom
comerciante? Por quê não fazem declaração de renda para o Leão, como
todo correto contribuinte faz?
Se
querem cobrar, que assim o façam! Mas NÃO em nome da Umbanda!!!
Criem outra religião! Inventem outro nome pro seus credos! Não
copiem o nome sagrado da religião que veio à Terra para revelar de
GRAÇA os Espíritos de Luz! Dêem outra denominação para suas Casas:
URUBANDA!
DINHEIBANDA! MOEBANDA! DOISBANDA! Ou outro nome que
possa desvincular qualquer mácula das Casas genuinamente
umbandistas. Não somos contra as ofertas voluntárias! Não somos quem
deseja contribuir para o bem comum das Casas! Mas daí, aproveitar
para estipular um valor para atendimento. Vai uma distância muito
grande. Quilométrica!
Deus Salve a Umbanda! Deus Salve a Caridade! Deus
Salve o Caboclo das Sete Encruzilhadas!
(Julio Cezar Gomes Pinto)
COMPACTUAMOS COM ESSE
PENSAMENTO!
TUVA