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O ATO DE BATER CABEÇA
Robson
Sciola
O ato de bater cabeça,
talvez seja a parte da ritualística umbandista cuja simbologia
esteja no inconsciente coletivo da humanidade desde o princípio dos
tempos.
O ato de levar a cabeça ao solo é encontrado, praticamente,
em todas as religiões e foi trazido para alguns protocolos do mundano
tendo em vista que em muitas sociedades os seus soberanos eram tidos
como representantes terrenos da divindade. Seu significado pode
ser interpretado como (reconhecimento da) submissão do ser humano
diante da onipotência da deidade, muitas vezes representada através
de fenômenos da Natureza. Ou seja, a aceitação de nossas limitações
diante daquilo que não podemos controlar. Trata-se, portanto, de um
sinal de respeito e de entrega.
Também pode ser entendido como representação de humildade,
bem como uma forma de agradecimento (p.e., à Mãe-Terra que, através
de seus mistérios, nos dá tudo o que nos sustenta e
mantém).
Pode-se, então, dizer que na Umbanda bater cabeça significa
respeito pela deidade, orixás, guias e entidades que são
representadas tanto pelo congá ou congar, como por pontos de força
ou energia (a tronqueira e os atabaques), e ainda nas figuras dos
sacerdotes e sacerdotisas ou mais velhos na religião.
A ritualística pode variar de terreiro para terreiro, função
de doutrina e fundamentos próprios.

De Joelhos
Sim !!!
Gero
Maita
Dentro das várias
ritualísticas que se desenvolvem nos terreiros de Umbanda, é comum
vermos principalmente no início e término dos trabalhos espirituais
o corpo mediúnico com os joelhos no chão. Alguns vêem esta postura
como arcaica e sem sentido, porém nunca se deram ao trabalho de
analisarem detidamente tal comportamento.
É de conhecimento
geral que as primeiras religiões do globo terrestre já inseriam em
seus rituais o Ajoelhar , exteriorização de respeito junto ao
Criador e também manifestação de humildade que todos devem ter, seja
para com o Divino, seja para com o próximo. Da mesma forma, o ato de
postar-se de joelho fazia e faz ver aos fiéis que assistiam ou
assistem uma manifestação de religiosidade, a seriedade, o respeito
e a simplicidade do sacerdote, frente ao plano espiritual superior.
A implantação do
ajoelhar-se tem como finalidades mostrar a Deus todo o nosso
carinho, obediência, respeito e amor e o quanto somos pequeninos
diante do universo criado por Ele; e para passar à assistência que
aquele espaço de caridade tem a exata noção do papel que desempenha
como instrumento de trabalho dos bons espíritos.
Infelizmente, é do
conhecimento de todos que, ao lado de criaturas humildes, simples,
meigas e caridosas que estão sempre dispostas a dar seu suor à
Umbanda, existem outras tantas orgulhosas, vaidosas,
"auto-suficientes" , que procuram a todo custo imporem-se aos
demais, maximizando suas "qualidades" e minimizando as virtudes
alheias.
Ostentam falsas
conquistas, querendo submeter todos a seus caprichos. Contudo, nada
mais doloroso e incômodo para estas pessoas do que ficar em posição
de subserviência, de aparente inferioridade. Tal postura lhes sangra
a alma e lhes oprime o pétreo coração.
Suas visões
ofuscadas não conseguem enxergar que tal rito é para seu próprio
bem, para sua própria libertação dos sentimentos mesquinhos e
posterior elevação espiritual, pois auxilia na quebra da vaidade e
da soberba. Alguns até podem dizer que ao postar-se de joelhos, o
médium pode ter em mente pensamentos diametralmente opostos àquela
posição. Mas aí, meus irmãos, é que termina a tarefa dos encarnados
e inicia-se o processo de assepsia e lapidação dos arrogantes e
vaidosos, levados a efeito pelos amigos de Aruanda , e assim, dando
luz a estas pessoas e reconduzindo- as ao rebanho Divino.
Joelhos
ao chão sim ! !!!

ACENDER
VELAS
A
vela acesa dentro do terreiro tem o objetivo de movimentar ou
colocar em ação a "energia ígnea", tal qual o charuto aceso, o
alguidar com álcool, o carvão...
A
Umbanda, na sua essência e por ser mágica, trabalha com
os elementos da natureza: - água, ar, terra, fogo, mineral, vegetal
e mineral.
A
energia ígnea além de transmutar é também um condutor
energético.
esta energia é fundamental ao
equilíbrio mental no campo da razão. A absorção dela é vital para
que alcancemos um ponto de equilíbrio em todos os sentidos da Vida.
Assim como cada substância tem seu ponto de equilíbrio, medido
em graus
Celsius ou Fahrenheit, nós também temos esse ponto.
e dependendo da absorção dessa energia ígnea, tanto podemos acelerar
quanto paralisar nosso racional, deixando de usar a razão e recorrer
à emoção ou aos instintos.
O uso religioso das velas
justifica-se porque quando as acendemos, elas tanto consomem
energias do prana quanto o energizam, e seus halos luminosos
interpenetram as sete dimensões básicas da vida, enviando a elas
suas irradiações ígneas e conseqüentemente nossos pedidos
feitos.
( desconhecemos o
autor)

A vela representa e com ela se está firmando os quatro
elementos:
parafina=
terra
liquido(
parafina derretida)=água
pavio
aceso= fogo
parafina evaporando=ar

Temos a representação perfeita do homem que feito
destes elementos tem o corpo a alma, a aura na radiação do calor e
acima de tudo a luz na cabeça sincrética representada pelo pavio,
simbolismo que se usado por uma vontade poderosa tem força criadora
pois a "imaginação” é, como diz o filósofo, um atributo dos deuses,
pois só ela pode criar.( Abarepayê)
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