|

UMBANDA- De onde vens? A quem
pertences?
Conhecer a Umbanda
é fascinante no primeiro momento e intrigante no se-gundo. Dentre
tantas denominações e cultos diferenciados que ela se reveste,
infelizmente, chegamos a presenciar verdadeiras brigas de correntes,
combaten-do-se entre si, querendo impor a “sua”
verdade.
A Umbanda é Atlante? Africana?
Brasileira?
Nossa busca volta-se a raça Atlante onde o Tronco Tupy ou
raça vermelha, detentora do Conhecimento Uno, (Aumbandan) cindiu-se
gerando seus remanes-centes, os Tupynambás e os Tupy-guaranys. Os
Tupynambás se
mantiveram fiéis à tradição, reencarnando mais tarde como sacerdotes
egípcios. Os Tupy-guaranys a adulteraram, originando outras
civilizações, através de suas incursões às Améri-cas. As migrações
físicas e espirituais (reencarne) alcançaram todo o Oriente, com
grande influência à raça negra originária da
Ásia.
Seis milênios antes do advento do Cristo, as grandes verdades
já haviam se disseminado em várias regiões do globo, através de
altos sacerdotes egípcios, os quais eram reencarnações dos
Tupynambás.
No Himalaia, os
remanescentes dos Tupy-guaranys, reencontraram-se com a Lei, através
de seus sábios condutores. Foi então que se reuniram no Egito, as
duas raças, sendo que nesse tempo os Tupy-guaranys já haviam se
recuperado. Era a lei kármica em ação.
O Egito influenciou de forma significativa toda a África
Negra, principalmen-te o grupo Bantu ( Angola, Congo, Cabinda,
Benguela, Moçambique, etc), que no século XVI, através do processo
escravagista, traria muitos africanos ao solo bra-sileiro. Com eles
veio o culto que, por força das circunstâncias, foi se
deturpando.
O processo
escravagista imposto à raça negra e o verdadeiro massacre a raça
vermelha (remanescentes) gerou sistemático conflito racial, o que
fez com que os Tribunais Superiores ( mundo astral) resolvessem instituir um
conjunto de leis regulativas para disciplinar os rituais nefandos,
intoxicados de ódio e vin-gança, aí já expressos em ritos de baixo
teor vibracional.
Assim surgiu o
Movimento Umbandista a nível astral, visando restaurar
gradativamente, sem muitos traumas a antiga Aumbandan, adaptado em
sua so-nância, para mais fácil assimilação, como
Umbanda.
Desde 1889, falanges e mais falanges de integrantes da
Corrente Astral de Umbanda começaram a tarefa saneadora através de
valorosos guerreiros cósmi-cos. Assim a vibração espiritual de Ogum
desceu e se espalhou nos cultos Afro-brasileiros. O Caboclo Curuguçu
preparou o advento primeiro do Caboclo das Se-te Encruzilhadas, que
em 1908, através do médium Zélio Fernandino de Morais, veio trazer
um ritual de fácil assimilação, que alcançaria a todos, mas
especial-mente aos mais simples.
 Zélio F.de Moraes
Em 15
de Novembro de 1908. Compareceu a uma sessão a “Federação Espírita
em Niterói”, um jovem de 17 anos, pertencente a tradicional família
flumi-nense. Chamava-se Zélio de Morais e restabelecera-se, dias
antes, de moléstia cuja origem os médicos haviam tentado, em vão,
identificar. Sua recuperação i-nesperada causara surpresa. Ne m os
doutores, nem os tios,
sacerdotes católi-cos, haviam encontrado explicação plausível.A
família atendeu, então, à sugestão de um amigo que se ofereceu para
acompanhar o jovem à Federação Espírita.O Dirigente dos trabalhos,
José de Souza, convidou-o a participar da mesa. No de-correr da
reunião, Zélio sentiu-se tomado por uma força estranha e ouviu sua
pró-pria voz perguntar: porque não eram aceitas as mensagens dos
Índios e Cabo-clos, e, se
eram eles considerados atrasados apenas pela cor e pela
classe social que declinavam.Seguiu-se um diálogo acalorado, no qual
os dirigentes da mesa procuravam doutrinar o Espírito desconhecido,
que mantinha segura argumenta-ção.Finalmente, um dos videntes pediu que a
entidade se
identifica-se, já que lhe parecia envolvida numa áurea de luz.
-Se
queres um nome, respondeu involuntariamente Zélio, que seja este:
CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS, porque não haverá caminhos fechados
para mim.
E
prosseguindo, anunciou a missão que
trazia:
-
Estabelecer um culto no qual os espíritos de índios e Negros
escravos pu-dessem cumprir a determinação do astral: que teria como
nome UMBANDA. E que não vinha só: trago comigo a verdadeira Legião
do Plano Astral, que tem como missão, ajudar a restituir a paz no
mundo na “ERA DA REGENERAÇÃO”
No
dia seguinte, 16 de Novembro, na residência do jovem médium, na rua
Floriano Peixoto, 30, em Neves, realizou-se a primeira sessão desse
culto, ao qual a Entidade reafirmou o nome de UMBANDA. Estavam
presentes quase todos os membros da Federação Espírita, para
verificar a veracidade do que fora declarada na véspera, os amigos da
família surpreendidos e incrédulos, um grande número de
desconhecidos, enfermos, alijados, que ninguém saberia dizer como
havia to-mado conhecimento do que se passava. E muitos deles, ao
final da reunião, esta-vam curados.

O Caboclo das Sete
Encruzilhadas nunca determinou sacrifício de aves ou animais para
fortalecer o poder do médium, nem para homenagear entidades, e
também, jamais promoveu alguma noite da cachaça e orgia, ou coisa
parecida.
O preparo mediúnico
baseava-se na Doutrina, no ensinamento de normas evangélicas. A água
e as ervas eram os elementos ritualísticos usados através de amacis,
banhos e defumadores, pois, a UMBANDA também é Doutrina baseada nas
Forças da natureza.
O Evangelho era a base, do
ensinamento da entidade que recomendava, como lembrete constante do
que é necessário para a prática correta e leal da
me-diunidade:
-Não ter vaidade; Manter
elevado padrão moral; proceder corretamente den-tro e fora do
Templo; Prestar socorro espiritual gratuitamente a todos que, dele
necessitando, recorram ao médium; Não aceitar retribuição monetária
pelos traba-lhos. A única retribuição deve ser a certeza do dever
cumprido.
A UMBANDA nos ensina a
crer:
-Num Deus único e
absoluto;
-
Nos Orixás, Forças Superiores que atuam nos vários campos da
revelação e chegam até nós através de seus Mensageiros os Guias
trabalhadores dos terrei-ros de
Umbanda;
-
Na Reencarnação, à volta do Espírito sucessivamente ao corpo
físico, para se aprimorar, Na Lei de Causa Efeito, que nos dá a
colheita correspondente ao que semeamos; No Amor ao próximo, base da
Fraternidade Universal.
A UMBANDA indica-nos o caminho a
seguir:
- A Prática da mediunidade como
Missão e nunca como Profissão:
- O Pensamento Positivo para nós
mesmos e para os nossos semelhantes;
- a Caridade,
- o Amor,
- exemplo na Palavra e na
Ação.
|