Nossa
História
Ano de
1999. Como uma folha ao vento, nos caiu nas mãos, Tambores de
Angola. Um livro
psicografado pelo médium Robson Pinheiro. Com certeza, isso
foi uma das primeiras
armações de nossos guias espirituais, visando nos acordar
antes que o sol se fizesse alto demais no céu. Trabalhando então em
Casa Espírita de linha Kardecista, embora a curiosidade sobre a
Umbanda, um certo “temor” e preconceito nos impediam simpatizar com
essa religião. Abençoadas letras eram aquelas que chegavam agora
esclarecendo de maneira simples, toda pureza e grandiosidade de que
se reveste a verdadeira Umbanda.
Daí em
diante, o temor e preconceito se transformaram em busca de
aprendizado e é claro, a Espiritualidade não poupou esforços em
colocar Mestres para nos dar suporte a nível material também.
Inevitável a busca da vivência de
terreiro, afinal os “tambores” abriam ressonâncias de um passado que
precisava ser revivido ou melhor, desta vez, resolvido. A caridade,
a reforma íntima, a evangelização tão bem aceitas e compreendidas na
Casa Espírita, agora precisavam de um laboratório, onde a mesma
Preta Velha Vovó Benta que atuava lá, sob outra forma astral, bem
como os outros benfeitores, pudessem atuar. E foi camboneando,
limpando chão, acendendo charuto e levando “pito”, que o aprendizado
foi se dando. Sob a égide dos enviados dos Sagrados Orixás, as
pedras foram sendo colocadas, uma a uma no tabuleiro.
Um
lugarzinho “emprestado” para trabalhar e de repente tivemos que
sair das instalações cômodas e confortáveis onde estávamos e ficamos
literalmente sem teto. Havia recebido a consagração de dirigente de
terreiro e imediatamente ficamos sem terreiro... Mas, como
Filhos da Corrente de Caboclo Pery,
não tivemos dúvidas que haveria um lugar para continuarmos a
caridade, pois só havíamos perdido o teto, nossa base, que é a nossa
fé e nosso compromisso espiritual, continuavam firmes sobre o
rochedo de Xangô.
Não cruzamos
os braços e mesmo que fosse em local alugado, estávamos decididos a
trabalhar. Lembrando da frase de Jesus no Evangelho:
"As aves do céu têm os seus ninhos, as raposas têm os
seus covis e o filho do homem não tem aonde reclinar a
cabeça ", e que mesmo assim Ele nunca deixou de
auxiliar, quem seríamos nós para abandonar o barco?
Assim foi.
Março de 2007. Recebemos de uma alma bondosa, esse local que
tinha chão, parede e teto e tudo o mais a fazer. Foram três meses de
trabalho árduo, mas gratificante e eis que estamos agora podendo
abrir as portas, com nosso coração cheio de alegria e com nossas
mãos cheias de vontade de trabalhar.
Morremos num
dia e renascemos no outro. Infinito só Deus O é. Tudo tem um tempo
para começar e um tempo para terminar. Hoje recomeçamos uma
caminhada com a alegria de nascer de novo!
Agradecidos a
quem tem nos impulsionado nessa caminhada, entre outros e
especialmente a Mãe Iassan, dirigente do CECP e ao Pai Norberto
Peixoto, dirigente da CCP.
Que o Bem nos
acompanhe. Que Deus nos ajude!
Kaô Kabecilê! Saravá a
Umbanda!